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Ojala - Válvula Solenoide

Versatilidade de solução Danfoss ganha palcos internacionais..

Válvulas solenóides auxiliam na transformação da água como objeto cênico em espetáculo 'El Hombre Vertiente'.

A água como protagonista de um espetáculo teatral. Foi esta a idéia que levou o diretor argentino Pichón Baldinu a criar uma obra que coloca homens e jatos d’água em situações de harmonia e conflito constantes.

‘El Hombre Vertiente’, peça do grupo Ojalá que estreou na edição deste ano da Expo Zaragoza em junho, na cidade de Zaragoza, Espanha, lançou mão de tecnologia Danfoss para fazer com que os atores da peça literalmente vertessem água e fossem atingidos por jatos potentes e perfeitamente sincronizados, conectados à história proposta.

"A idéia era que a água fosse um objeto cênico que pudesse ser manipulado com muita força e precisão e, ao mesmo tempo, que pudesse sair do corpo [dos atores]", explica Baldinu. Para isso, iniciou uma pesquisa com profissionais que pudessem lhe orientar sobre quais equipamentos atuariam a contento na utilização da água em jatos que atingissem os personagens e que saíssem também de dentro de suas vestimentas, como representando um processo de perda de um elemento intrínseco ao homem, quase 75% da formação de seu corpo.
 
Ao longo do espetáculo, os atores são atingidos por jatos d’água, disparam raios do líquido com as mãos e desaparecem diante dos olhos da platéia em meio à soma de efeitos de luzes e mais água (algumas cenas podem ser encontradas no site do Ojalá,www.ojala-e.com). Para que os jatos pudessem ser precisamente manipulados pela equipe técnica do espetáculo seguindo a premissa do texto, Baldinu cercou-se de gente especializada do setor. Em contato com empresas produtoras de fontes de chafarizes, chegou às válvulas solenóides EV250B produzidas pela Danfoss. O equipamento foi adaptado de modo a corresponder às necessidades do diretor. "A utilização das válvulas foi muito positiva. Encontramos uma maneira para automatizá-las ou serem manuseadas pela equipe técnica de iluminação", explica. Por lidar com conceitos abstratos, Baldinu precisou explorar ao máximo a capacidade das válvulas com objetivo de criar imagens e efeitos sutis, difíceis de serem obtidos, e encontrou nos equipamentos Danfoss a versatilidade necessária para as necessidades da história. "Foi preciso exigir muito mais do nosso sistema", informa.

Sem conhecimento técnico mas com idéias fervilhando, Baldinu conta que em determinado momento foi preciso empregar sua ‘ignorância’ em conceitos técnicos para aproveitar ao máximo a qualidade do equipamento e, deste modo, obter os recursos visuais que o espetáculo necessitava. "Nosso trabalho requeria tanta experimentação que optamos por seguir nosso próprio caminho, para descobrir o que precisávamos", informa. "Quando você tem de aplicar um recurso de uma estrutura em algo diferente [do habitual], para uma finalidade teatral, artística, você precisa encontrar outros caminhos.

Cada apresentação, com cerca de 30 minutos, utiliza 18 mil litros de água. Cerca de 80% do volume utilizado é reciclado e empregado em apresentações seguintes. Para implementar o conceito de reúso da água, a estrutura incluiu uma piscina com água purificada e outra com a água já utilizada. Ambas ficavam situadas embaixo do palco. Após cada apresentação, a água era processada e purificada novamente por meio de um sistema de raios ultravioleta. Um filtro de bombas auxiliava na dinâmica da água. As piscinas eram limpas uma vez por semana. Durante a Expo Zaragoza, o grupo realizou quatro apresentações diárias. Aproximadamente 1,1 milhão de expectadores assistiram ao espetáculo.

José Montagano, engenheiro de vendas da Danfoss Argentina, esteve nos ensaios do espetáculo antes da viagem do grupo a Zaragoza, quando a trupe de Baldinu se encontrava em um antigo teatro no ‘Parque de la Costa’, um parque de diversões próximo ao Rio Tigre, em Buenos Aires. Na época, Baldinu trabalhava com equipamentos de outras marcas e não parecia satisfeito com o resultado. "A água fluía da mão de um dos atores, mas eles estavam enfrentando problemas com as válvulas solenóides utilizadas. Elas não abriam muito rápido, o que fazia com que o espetáculo não estivesse como eles queriam", lembra Montagano. Uma busca no portfólio da Danfoss levou o executivo à válvula EV250B, empregada no espetáculo durante a feira. Montagano explica que a solução Danfoss  leva a metade do tempo das válvulas dos concorrentes para abrir, "o que causa um efeito muito melhor no público".
 
Antes de partir rumo à Zaragoza para a participação na Expo, a companhia de teatro deu início às buscas por companhias que pudessem oferecer aparato técnico para o controle da água na cidade espanhola. Montagano acionou então José Luis Jiménes Zerón, gerente de vendas da Danfoss para Espanha e Portugal, e solicitou suporte técnico para a companhia de teatro durante a temporada na cidade, o Ojalá recebeu suporte técnico da Danfoss local e também da  dinamarquesa Grundfos para as soluções de bombeamento hidráulico. "Com o Ojalá, encontramos uma nova aplicação para as nossas válvulas solenóides, tradicionalmente aplicadas em abastecimento de água, fornos e caldeiras", comemora.

Atualmente, a estrutura de ‘El Hombre Vertiente’ faz o caminho de volta de Zaragoza para Buenos Aires –"todo nosso equipamento está em um navio agora", afirma Baldinu. Ele informa que já trabalha em um novo formato, para acrescentar mais 30 minutos ao espetáculo, que deve voltar à Argentina ao longo do próximo ano. Com experiência em atos cênicos que fogem do convencional – Baldinu foi integrante do grupo De La Guardia, que deu origem ao também não convencional Fuerzabruta, que esteve no Brasil em outubro – o diretor vislumbra ainda a possibilidade de trazê-la ao Brasil em 2009, caso consiga encontrar patrocinadores dispostos a encarar o desafio. O sucesso foi conquistado pela equipe técnica da Ojalá Entretenimientos, refinando e potencializando o resultado final", celebra Baldinu.